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Paulo T. Jorge
Secretário do Bureau Político do MPLA para as Relações Exteriores
e Deputado
«Queremos
parceiros para inverter a destruição causada pela guerra”
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das mais emblemáticas personalidades do MPLA, o Secretário
do Bureau Político para Relações Internacionais
e Deputado do MPLA, Paulo T. Jorge, foi uma figura de
liderança no Movimento Popular de Angola, durante o qual ele
viveu exilado junto com outros líderes lendários de libertação
tais como o antigo e primeiro presidente de Angola depois da independência,
Agostinho Neto, e o actual Presidente José Eduardo dos Santos.
Desde então, e na antiga posição de Ministro da
Relações Exteriores, Paulo Jorge exerceu um papel preponderante
na melhoria das relações bilaterais de Angola com o mundo
exterior.
Paulo Jorge diz que uma grande parte da história das relações
internacionais de Angola foi dedicada ao cultivo de relações
com grupos que tinham formado a espinha dorsal da ajuda ao MPLA durante
o seu tempo como movimento de libertação contra o colonialismo
português, e que muitos desses grupos estão agora no poder
em África, tais como Argélia, Ghana e Tanzânia.
O Sr. Paulo Jorge reconhece que o apoio ocidental era difícil
durante a luta do país pela independência. Ele comenta,
Os Estados Unidos não poderiam apoiar um movimento como
o MPLA por razões diplomáticas uma vez que eles tinham
interesses nas bases militares de Açores. E quando alguém
fala dos Estados Unidos, está a referir-se ao Reino Unido, à
França e Espanha.
Hoje
a Angola é membro da Nações Unidas, e é
membro temporário do Conselho de Segurança. Além
disso, Angola tem relações bilaterais com quase todos
os países no mundo e tem uma considerável representação
diplomática.
Entretanto, o Sr. Paulo Jorge sente que a cooperação internacional
contínua na reconstrução de Angola é necessária,
e acredita que todas as nações que estiveram envolvidas
no prolongado conflito no país têm uma certa responsabilidade
de apoiar a recuperação da nação. Como a
guerra angolana foi directamente agravada e afectada pelo contexto alargado
da guerra fria, houve grande participação estrangeira
na guerra. Mais de dez diferentes exércitos ou forças
militares estavam presentes no solo Angolano durante o conflito e uma
vez ou outra, a vasta maioria deles eram estrangeiros. Conseqüentemente
o Sr. Paulo Jorge declara, Queremos parceiros para o desenvolvimento
do país, e para inverter a situação da fome e miséria
causada por muitos anos de guerra. Pensamos que os países que
estiveram directa ou indirectamente envolvidos na guerra têm a
responsabilidade de ajudar na reconstrução de Angola.